
Eram 5 da madrugada, uma noite fria de inverno em que as nuvens pesadas cobriam o brilho do luar. Ben, sentindo a agitação de Melissa, despertou e notou em seu rosto um certo desconforto. Ele conhecia seus segredos, suas mentiras e suas verdades, nem mesmo a melhor de suas interpretações o enganava, ele sabia quando ela estava preocupada. Fingiu que ainda estivesse dormindo e passou a observá-la. Ele sabia o motivo de sua inquietação e sentiu muito medo, um medo que jamais havia sentido, sentiu medo de perdê-la. A família de Melissa era contra a união dos dois e sabia que estavam fazendo tudo ao alcance para separá-los. Ben não poderia deixar que a tirassem dele pois a amava com todas as suas forças. Ele não se importava com todos os seus defeitos, afinal ele também possuia os seus. Compreendia seus momentos de fúria, assim como a acalentava em suas crises chorosas. A entendia, como outro jamais entendeu, a abraçava com uma intensidade que nenhum outro já abraçou, ele a amava como jamais imaginou amar alguém um dia. E poderia passar horas sentado ao lado dela, mesmo sem dizer uma palavra, apenas podendo toca-la e sentir seu calor. Os passeios de mãos dadas que as vezes eram preenchidos pelo silêncio, e por minutos a única coisa que passava em seus pensamentos era que não largaria aquela mão jamais e era ela que gostaria de ter entrelaçada na sua pelo resto de sua vida. Não havia dias tristes ao seu lado, sua alegria e expontaniedade eram contagiantes, e mesmo as vezes as coisas dando errado, era incrível a capacidade que ela possuia de olhar para os problemas e fazê-los tornar-se pequenos. Seu sorriso era como um bálsamo a suas feridas, ela o fazia se sentir restaurado. Seus medos e indecisões desapareciam quando sentia suas mãos quentes e macias acariciando seu rosto... ela era seu amor. A única mulher que um dia chamou de sua e desejava tê-la para sempre.
Melissa, deitada sobre a cama não conseguira dormir nenhum minuto aquela noite, pois sentia uma angústia que a atormentava a dias. Lembrava-se do que sua mãe havia lhe dito algumas semanas atrás... " Meu anjo, o que está fazendo com sua vida? Esse homem não é o melhor para você, há tantos pretendentes melhores e mais bem apessoados interessados em sua beleza, e você foi se encantar por esse contadorzinho. Ele não te ama, ele só quer se aproveitar de você. Está sendo ingênua e depois que ele conseguir o que quer irá te deixar, escute sua mãe, não seja tô-la." Essas palavras não saiam de seus pensamentos. E se sua mãe estivesse certa? Não, não podia ser! Ben a pedira em casamento, se não a amasse jamais teria se comprometido tanto. Mas seus sentimentos por Ben já não eram tão certos, haviam conseguido implantar a dúvida em seu coração, e mesmo no fundo sabendo que ele a amava e jamais a faria nenhum mal, não conseguia para de pensar nas palavras de sua mãe. Então, por um momento, ela fechou os olhos e pensou no único homem que a fez querer estar ao lado dele pelo resto de sua vida. Lembrou-se de seus carinhos, do seu abraço, das coisas que ele dizia para a fazer sorrir. Lembrou das vezes em que esteve ao seu lado quando esteve triste, do seu cheiro, o seu calor, o seu sorriso quando tentava a animar. O modo como seu coração se apertava agonizado ao brigarem, e o medo de ele não mais voltar. A alegria de ver o telefone tocar e reconhecer o número. O beijo caloroso e as carícias ao fazerem as pazes. Lembrou-se de como era bom amar e ver no amor a solução para todos os seus problemas. Sorrir mesmo ao cair, pois sabia que ele lhe daria a mão para a levantar. As piadas chatas que só lhe faziam rir para que ele não ficasse sem graça, as brincadeiras e palhaçadas que lhes divertiam e lhes aproximavam cada vez mais. As crises de ciúmes bobas que a faziam vibrar por dentro ao ver ele se importar tanto com ela. E as tardes de domingo em que deitada em seu colo sentia seus dedos acariciarem seus cabelos. O modo como ele amaciava seu rosto e olhando em seus olhos dizia que a amava, como a pegava no colo e a chamava de bebe só para irritá-la, e como dizia que a achava linda até quando estava de pijama. Lembrou-se do dia em que sentados debaixo de uma árvore, ele ajoelhou-se em sua frente, segurou suas mãos e jurou estar ao lado dela a amando e protegendo pelo resto de suas vidas. Seu abraço foi o único lugar do mundo em que ela se sentira completa.
Ao despertar desse devaneio, olhou para o lado e toda dúvida e indecisão tornaram-se névoa no escuro que o brilho do sol encarregou-se de dissipar. Ali estava o amor de sua vida, o único homem que a fez sentir-se mulher, que a fez provar da fruta do topo da árvore, a mais saborosa, a fruta do amor. Como algum dia pudera desconfiar dele? Sua mãe estava certa, ela era uma tô-la, e sentiu-se culpada por ter se quer cogitado a possibilidade de deixá-lo. Jamais permitiria que qualquer outra pessoa duvidasse da dignidade de Ben, jamais permitiria que tentassem separá-los novamente. Ela iria persistir nesse amor com todas as suas forças, e mesmo não tendo o apoio de sua família valeria a pena. Se eles a amassem mesmo, iriam respeitar sua decisão e com o tempo perceberiam que estavam errados sobre a conduta de Ben. Por mais ruim que estivessem as coisas, ela sentia em seu coração que tudo iria melhorar. Olhou para o sol que começara a subir no horizonte, olhou para Ben, então debruçou-se sobre a cama e sussurrou em seu ouvido: "Eu te amo, e ainda que houvessem mil vidas para eu viver, em cada uma delas eu buscaria encontrar você."
Alguns momentos os uniram, outros os distanciaram, mas a certeza do amor que sentiam um pelo outro era incontestável.
Contos - Charline Caldas.
Melissa, deitada sobre a cama não conseguira dormir nenhum minuto aquela noite, pois sentia uma angústia que a atormentava a dias. Lembrava-se do que sua mãe havia lhe dito algumas semanas atrás... " Meu anjo, o que está fazendo com sua vida? Esse homem não é o melhor para você, há tantos pretendentes melhores e mais bem apessoados interessados em sua beleza, e você foi se encantar por esse contadorzinho. Ele não te ama, ele só quer se aproveitar de você. Está sendo ingênua e depois que ele conseguir o que quer irá te deixar, escute sua mãe, não seja tô-la." Essas palavras não saiam de seus pensamentos. E se sua mãe estivesse certa? Não, não podia ser! Ben a pedira em casamento, se não a amasse jamais teria se comprometido tanto. Mas seus sentimentos por Ben já não eram tão certos, haviam conseguido implantar a dúvida em seu coração, e mesmo no fundo sabendo que ele a amava e jamais a faria nenhum mal, não conseguia para de pensar nas palavras de sua mãe. Então, por um momento, ela fechou os olhos e pensou no único homem que a fez querer estar ao lado dele pelo resto de sua vida. Lembrou-se de seus carinhos, do seu abraço, das coisas que ele dizia para a fazer sorrir. Lembrou das vezes em que esteve ao seu lado quando esteve triste, do seu cheiro, o seu calor, o seu sorriso quando tentava a animar. O modo como seu coração se apertava agonizado ao brigarem, e o medo de ele não mais voltar. A alegria de ver o telefone tocar e reconhecer o número. O beijo caloroso e as carícias ao fazerem as pazes. Lembrou-se de como era bom amar e ver no amor a solução para todos os seus problemas. Sorrir mesmo ao cair, pois sabia que ele lhe daria a mão para a levantar. As piadas chatas que só lhe faziam rir para que ele não ficasse sem graça, as brincadeiras e palhaçadas que lhes divertiam e lhes aproximavam cada vez mais. As crises de ciúmes bobas que a faziam vibrar por dentro ao ver ele se importar tanto com ela. E as tardes de domingo em que deitada em seu colo sentia seus dedos acariciarem seus cabelos. O modo como ele amaciava seu rosto e olhando em seus olhos dizia que a amava, como a pegava no colo e a chamava de bebe só para irritá-la, e como dizia que a achava linda até quando estava de pijama. Lembrou-se do dia em que sentados debaixo de uma árvore, ele ajoelhou-se em sua frente, segurou suas mãos e jurou estar ao lado dela a amando e protegendo pelo resto de suas vidas. Seu abraço foi o único lugar do mundo em que ela se sentira completa.
Ao despertar desse devaneio, olhou para o lado e toda dúvida e indecisão tornaram-se névoa no escuro que o brilho do sol encarregou-se de dissipar. Ali estava o amor de sua vida, o único homem que a fez sentir-se mulher, que a fez provar da fruta do topo da árvore, a mais saborosa, a fruta do amor. Como algum dia pudera desconfiar dele? Sua mãe estava certa, ela era uma tô-la, e sentiu-se culpada por ter se quer cogitado a possibilidade de deixá-lo. Jamais permitiria que qualquer outra pessoa duvidasse da dignidade de Ben, jamais permitiria que tentassem separá-los novamente. Ela iria persistir nesse amor com todas as suas forças, e mesmo não tendo o apoio de sua família valeria a pena. Se eles a amassem mesmo, iriam respeitar sua decisão e com o tempo perceberiam que estavam errados sobre a conduta de Ben. Por mais ruim que estivessem as coisas, ela sentia em seu coração que tudo iria melhorar. Olhou para o sol que começara a subir no horizonte, olhou para Ben, então debruçou-se sobre a cama e sussurrou em seu ouvido: "Eu te amo, e ainda que houvessem mil vidas para eu viver, em cada uma delas eu buscaria encontrar você."
Alguns momentos os uniram, outros os distanciaram, mas a certeza do amor que sentiam um pelo outro era incontestável.
Contos - Charline Caldas.